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Ser Livre!

Inovações, Tecnologia

Com a popularização, incentivos dos governos e aumento da utilização de softwares livres, faz com surja algumas alternativas tecnológicas suficientemente capazes de superar soluções proprietárias. O principal fato que ostenta a afirmação anterior é que a diferença entre software livre e proprietário é que o proprietário é desenvolvido por empresas, obviamente estas empresas cobram a licença de uso de seus softwares produzidos, já o software livre é desenvolvido pela própria comunidade e possui a licença de seus softwares sem nenhum custo(geralmente). Bom… mas o que isto tem haver em superar soluções proprietárias? Esta colocação apresenta duas facetas: a do lado proprietário o argumento de defesa é que como existem empresas por trás de tais sistemas, apresentam um compromisso em fazer com que os mesmos funcionem por terem que atender as necessidades de seus clientes, pelo lado livre é que como é desenvolvido pela comunidade, assim podendo envolver mais pessoas no processo de desenvolvimento de tais tecnologia e assim produzir algo melhor.

Claro que neste contexto surgem comunidades que não vingam(o que acontece muito), assim como existem empresas que acabam falindo(o que também acontece muito). O ponto que desejo chegar é quando estas comunidades dão certo! Então você tem pessoas pelo mundo todo ajudando a desenvolver o software desejado, como é o caso do Firefox, distribuições Linux, OpenOffice, entre outros… Nos últimos anos estas comunidades cresceram… cresceram muito ao ponto de disponibilizarem correções e melhorias quase que diariamente para estes sistemas. Estas mesmas comunidades poderão crescer ainda mais, isto só dependerá de nós usuários.

Em grandes empresas, hoje a utilização de softwares livres é sinônimo de corte de custos, para nós profissionais de tecnologia é sinônimo de oportunidades, pois a utilização de softwares livres pode implicar em adaptá-los as necessidades dessas empresas e ai que entramos para fazer com que estes recursos funcionem. Seus códigos são abertos, aquilo que não gostamos ou queremos melhorar fica completamente a nosso critério, dependendo exclusivamente do nosso conhecimento para  concretizá-los. A utilização de software livre em massa gera um ciclo que beneficia a todos, pois com software livre você não gasta seu tempo e dinheiro com a ferramenta em si, mas sim em pessoas mais capacitadas tecnicamente, fazendo com elas melhorem seus processos e com que elas busquem e se aprimorem ainda mais constantemente.

Então vamos ao ponto X deste artigo, que é uma questão que para muitos ainda é difícil ou até mesmo enigmática, a questão é: Como ser livre? Como não depender do nosso digníssimo Windows? Como fazer com que eu consiga fazer tudo que eu faço usando Windows em outra plataforma?

Estas questões serão resolvidas logo adiante, porém antes de começar, gostaria de deixar bem claro que não tenho algo contra windows, até porque utilizo alguns softwares presos a esta plataforma, o fato é que depois que consegui fazer com que tudo aquilo que necessito rodar em plataformas livres, sou um usuário mais feliz, satisfeito e tranqüilo em utilizar meu sistema sem ter receios em pegar vírus ou ter problemas com estabilidade dos meus processos.

Já experimentei utilizar várias distribuições Linux, entre elas Suse, Ubuntu e outras baseadas em Debian, Conectiva, etc… Das distribuições que surgiram e a que mais vingou foi a Red Hat, que definitivamente despontou em soluções para servidores. Infelizmente a distribuição cresceu tanto que empresas começaram a utilizá-lo cada vez mais e assim necessitaram de um suporte ainda maior, logo se tornou um negócio altamente lucrativo, fazendo com a Red Hat cobrasse por sua licença, mas não a licença de uso do software, mas sim um pacote de suporte pesado integrado a utilização do mesmo, diferentemente da Microssoft, este é realmente um suporte eficiente, pois se o sistema operacional não possuir tais recursos que desejares e a distribuição não tiver como sanar, poderá solicitar para que a Red Hat desenvolva para você. Dai então surgiu o Red Hat Enterprise(pago) e a última versão livre é o Red Hat 9. Paralelo a versão enterprise existe um projeto completamente livre que baseia-se em Red Hat que é o Fedora. Também não tenho nada contra as outras distribuições mas quando migrei das minhas outras tentativas para algo baseado em Red Hat foi como sair de um Fusca e entrar em uma Ferrari. A Oracle, IBM, DELL entre outros recomendam Red Hat para disponibilizarem seus serviços, profissionais com certificações Red Hat são mais requisitados no mercado, então… Por que não investir na utilização de distribuições baseadas nesta plataforma?

Trabalhei em uma empresa aérea que suas estações eram inteiramente SUSE e após conseguirmos convencer o nosso gerente de TI que o Fedora era uma alternativa melhor, nossos problemas com suporte quase que diminuíram em 100%.

Alguns leigos afirmarem que o Fedora é mais lento que distribuições baseadas em Debian(ubuntu&cia), bom… isso em partes é verdade, pois se colocássemos todas as questões de segurança envolvida no Fedora nestas outras distribuições, certamente elas cairiam por terra para alcançar a mesma agilidade dos processos, na informática geralmente mais segurança é inversamente proporcional a mais performance, devido ao fato de mais instruções de conferência ou mais filtros a serem executados, consumindo assim mais recursos de hardware. O Fedora pode ficar tão leve quanto estas outras distribuições e de maneira segura se cortarmos alguns serviços e aplicativos que não necessitamos. Atualmente uma licença de windows vista custa em torno de R$ 650,00, então pegue metade deste valor e invista em hardware… mais memória ou processamento para sua máquina, além de ter um SO melhor, ainda terá mais desempenho.

Vamos seguindo o baile voltamos a questão X… Onde conseguir o Fedora? Apenas faça o download GRATUITAMENTE no seguinte link: http://fedoraproject.org/pt_BR/get-fedora

Usuário -> Como instalar o fedora?

https://fedoraproject.org/wiki/Tours/Fedora10/Screenshots

Ou se preferir assista o vídeo abaixo:

Usuário -> Como instalar programas?

Abra o terminal (tela de comando), digite: su – (informe sua senha de root)

Depois digite o seguinte: yum install NOMEDOPROGRAMA

Este comando faz com que o fedora busque nos repositórios, baixe e instale automaticamente o programa que deseja.

Usuário -> Como obter os devidos repositórios para que tudo funcione no fedora 10?

Bueno… conforme visto no site Viva o linux temos a colocação abaixo:

A partir da versão 10 do Fedora os repositórios Livna, Atrpms e outros estão sendo fundidos numa espécie de repositório chamado RPMFUSION. Para usá-los basta você instalar o rpmfunsion no seu Fedora 10.

Simplesmente execute o seguinte comando(pode copiar e colar no seu terminal): rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm && rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm

Usuário -> Quais programas eu posso assistir vídeos, escutar música, MSN, gravar cd/DVD, ouvir MP3, etc???

Existe um faq que se seguí-lo a risca terá tudo o que necessita em seus pcs: http://fedora.wiki.br/wiki/FAQ_do_Fedora_10

Como alternativa ao office da microssoft, exite o openoffice, o que a pouco tempo atrás era eternamente mais lento e com menos recursos, mas nas últimas versões e tenho usado, ele está excelente, produzi até meu trabalho final de graduação usando ele e não tive problema algum, bem pelo contrário, me acertei mais com essa versão 3.0 do OpenOffice do que o office 2007.

Mas se mesmo assim deseja usar office 2007 no Linux não tem problema.

Usuário -> Mas como assim? Não tem problema? Isso é possível?

Sim, isto é completamente possível! Não só o office 2007 como vários programas windows altamente requisitados como photoshop, dreamweaver, flash, etc… rodam de maneira emulada no Linux

Usuário -> Mas roda bem?

Sim, roda bem e em muitos casos de maneira estável… Alguns mais rápido do que no próprio windows.

Usuário -> Então como fazê-los rodar?

Uso dois sistemas em conjunto, o primeiro é o próprio emulador de programas windows padrão do Linux, o famoso Wine.

Instale em seu fedora tudo o que existe do wine: yum install *wine*

Como isso você já poderá instalar muitos programas windows, como dreamweaver 8, flash 8, fireworks, etc…

Clicando com o botão direito nos instaladores windows você terá a seguinte opção: Abrir com “Carregador de Aplicativos Wine”, clicando nesta opção o aplicativo será executado como se fosse no windows.

Infelizmente nem tudo que reluz é ouro… existem aplicativos que necessitam de mais dependências do próprio windows para rodar, como é o caso do office 2007 e outros. Para contornar este problema existe um gerenciador de emulação mais avançado chamado crossover que nos possibilita instalar tais aplicativos, o mesmo executa o download destas dependências e instala os programas que desejamos, com ele fazemos até mesmo o próprio IECA rodar no Linux. Você pode baixá-lo via torrent pelo link: http://thepiratebay.org/torrent/4342284/Crossover_Pro_7.0.2_Linux

Diferente das outras distribuições o Fedora 10 possui um boot gráfico animado muito legal, para habilitá-lo a dica é adicionar o parâmetro “vga=0×318″ no final da linha “kernel /vmlinuz…” no arquivo presente em /boot/grub/menu.lst

Tempos atrás também diziam que a interface gráfica do Linux era muito lenta e que isso fazia com que a plataforma fosse inadequada para uso doméstico. Concordo que ainda hoje Linux exige mais conhecimento para que possa ser utilizado, até porque ainda as pessoas nascem  no mundo da informática mexendo com windows, mas se seu começo e um certo período de uso maior for com Linux, certamente a questão de usabilidade poderia ser sanada. Quanto a interface mais lenta isso já deixou de ser uma verdade faz tempo, hoje existem dois grandes tipos gerenciadores de interface no Linux o Gnome e o KDE(existem vários outros mas estes são os principais). Inicialmente comecei com KDE, por aparentemente ser mais amigável, mas depois no departamento de TI da JMT nos indagamos… Por que o Fedora usa por padrão o Gnome? Dai começamos a usar Gnome e sentimos maior agilidade nas janelas e execução da própria a interface, com uso a longo prazo chegamos a conclusão definitiva que o Gnome além de ser mais rápido e poderoso, também pode ser mais atraente, podendo mudar bordas de janelas, engines da interface, temas, icones, etc… Para isso existe o site Gnome look onde você pode baixar tudo gratuitamente ao que agradar o seu gosto.

Mas isso não bastou para que o Linux literalmente desse um “xeque-mate” em termos de interface, a comunidade de desenvolvedores trabalharam arduamente em cima de recursos desktop em 3d, começando a explodir com o famoso Beryl e hoje seu sucessor Compiz Fusion. Estes gerenciadores de interfaces chutaram o balde de vez, se você tem um placa aceleradora 3d acima de 128 mega ou superior, melhor ainda se tiver um desses modelos recentes da GeForce, meu amigo, você poderá fazer “chover pra cima” em sua máquina, fazer algo que no windows não existe como com tais quantidades de efeitos em conjunto. Uma pequena demonstração abaixo do compiz fusion rodando no fedora 10:

Para quem deve imaginar isto é pesado, está redondamente enganado . Vejam isto rodando em um P3 de 800 mhz, 128 de ram e 32 mb de vídeo.

Se por uma casualidade você for um empresário lendo este assunto e desejares implantar tais tecnologias em sua empresa pode contatar o departamento de TI da Citruz comunicação.

Espero que este artigo sirva de ajuda ou esclarecimento a alguém, um abraço a todos!

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