Quem trabalha com produção de vídeo sabe que o som é essencial para contar uma história. Até na época do cinema mudo, em que os atores só abriam a boca para bocejar ou simular uma conversa com alguém, o som mostrava sua importância através da trilha sonora.
Viajando ainda para algumas décadas do século XX, antes da televisão e da internet, era o rádio que dominava e era nas novelas de rádio que a sonoplastia usava e abusava da criatividade.
A sonoplastia é a comunicação pelo som e contempla todas as formas de manipulação sonoras. Nessa propaganda de uma produtora, o vídeo deixa bem claro que o som faz toda a diferença.
Repare nos ângulos de câmeras, nos efeitos especiais e até na edição frenéticas, veja que há muito tempo a publicidade e o cinema andam de mãos dadas, muitas vezes, vários comerciais são verdadeiros filmes de 30 segundos.
Para falar sobre isso, o professor e publicitário Rogério Covaleski lançou o Cinema, publicidade e interfaces, livro bem interessante que discute com embasamento teórico as intertextualidades entre a sétima arte e a publicidade.
O livro foi lançado pela Maxi Editora, em 2009.
Metalinguagem é um recurso muito utilizado em várias narrativas, seja na TV, na literatura, no cinema… Sabe quando você assiste a um filme que fala sobre como se faz um filme? Pois é, isso é só um dos exemplos de metalinguagem.
Uma música cujo tema seja o próprio ato de fazer música também é uma metalinguagem, como, por exemplo, a canção “Samba de uma nota só”, composta pelo Newton Mendonça.
O filme “A Rosa Púrpura do Cairo” do Woody Allen, também se enquadra nesse estilo, já que essa produção conta a história de uma mulher que entra na tela do cinema e começa a participar do filme que ela assistia.
No teatro, Shakespeare utilizou a metalinguagem em “Hamlet” e no mundo dos quadrinhos, a revista de ficção científica “Y – O último Homem”, em alguns trechos, utiliza esse recurso de um jeito muito inteligente.
Machado de Assis, quando colocava em seus textos falas diretas com o leitor, também estava utilizando um processo metalingüístico.
Mas um exemplo interessante de metalinguagem é o vídeo de abertura do festival de curta-metragens em Palm String. Eles exploraram todas as possibilidades narrativas para se produzir um curta.
O cinema, a princípio, é aquele local em que as pessoas vão, entre outras coisas, assistir filmes e comer pipoca. Mas o cinema, com muita criatividade, pode ser um local para as pessoas interagirem com a publicidade. Um exemplo disso é a empresa Cinema City, que fez o seu comercial ao estilo Quiz Show, fazendo uma referência ao longa-metragem Quem quer ser um milionário?
No caso dessa campanha, a pergunta final é sobre o Harry Potter e o candidato solicita ajuda aos universitários, o legal dessa campanha é onde o “universitário” dá a resposta.
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