Um briefing publicitário deve(ria) transmitir todas as informações pertinentes de um cliente aos criativos da agência. Estruturar as informações recebidas no atendimento de forma coerente, simples e concisa, mas que traga todos os dados essenciais para a criação das campanhas e peças publicitárias.
Alguns publicitários (principalmente “aquele pessoal da criação”), afirmam que isso é uma utopia, que o cliente pensa e vê as coisas como se fossem para ele e não para o seu consumidor. Outros alegam que o atendimento não sabe captar as informações necessárias, ou que “fuma um” antes de escrever o briefing, porque viaja em históricos e idéias nada pertinentes ao real trabalho.
Claro que por vezes o atendimento tem algumas dificuldades, como o cliente que não passa informações, ou não sabe exatamente o que a própria empresa está fazendo ali. E ainda, nem o próprio atendimento não sabe o que está fazendo…
Um exemplo disso se vê em algumas frases afirmadas por publicitários, designers e jornalistas:
Depoimento 1:
Trecho de um “briefing”:
Descrição: Material Institucional preferencialmente com fotos. Querem um layout de apresentação bem bonito (como se isso não fosse meio óbvio), pois o material é permanente (como assim?).
Entendimento do Designer sobre o referido briefing:
“Ainda bem que tem briefing. Porque eu já estava partindo para alguma coisa tipo “uma arte bem feia””
Agência: desconhecida (e espera-se que continue assim…)
Depoimento 2:
“O mau briefing não traz o que realmente o cliente deseja. Trazer as informações se torna uma tarefa fácil quando se tem um manual com perguntas pré-elaboradas. Porém, esta prática pode criar uma distorção entre objetivo/problema do cliente com determinado serviço ou produto. A pessoa que faz o briefing tem que conhecer todos os recursos da produção, do contrário o projeto emperra mais a frente”. Maiquel Rosauro, jornalista.
Em fim, nós que somos atendimento e planejamento, temos que pensar no cliente e na criação, conseguindo capturar as informações e as idéias primordiais, levando à agência o que realmente interessa sem se esquecer de dar o feedback para o cliente com o que realmente ele precisa.
Por isso eu adoro o briefing publicitário, ele pode variar do nível “redação do Enem” e/ou ser a essência da campanha, e salvar a vida de muita gente.