Reparem que um dos maiores recursos da animação é humanizar animais e objetos. Desde o Pernalonga, passando por Pato Donald até automóveis, o mundo da animação sempre nos apresentou carros falantes, ratos malabaristas e uma infinidade de coisas e bichos com comportamentos tão humanos quanto você e o seu vizinho da esquina.
Esse recurso de “antropomorfizar” seres e objetos não é novidade, é até mais velho que o primeiro rascunho do Mickey Mouse e não serve apenas para as mulheres e crianças dizerem: “Ai que fofinho, um golfinho que fala”. Na verdade, se formos parar para pensar, a humanização de animais já foi muito usada em fábulas antigas, tais como “A Cigarra e a Formiga”, “Os Três Porquinhos” entre outros, e servem para representar atitudes humanas.
Graças ao advento do computador e daqueles softwares em 3D que você se perde só em olhar para a interface deles, a publicidade também passou a utilizar esse recurso de estilo. Um exemplo é aquela propaganda de cerveja em que uma tartaruga fazia embaixadas com uma bola de futebol.
Animais falantes que interagem (ou não) com humanos é presença marcante em animações. Hoje, por exemplo, encontrei no chongas a animação abaixo, que além de ser uma referência ao Matrix, Guerra Fria e aos filmes do 007, mostra como um pombo pode pôr em risco a carreira de um conceituado espião.

