A (in)diferenciação das mídias.

Publicidade

Atualmente a utilização de diferentes maneiras de se inserir uma mensagem midiática dentro de qualquer veículo ou meio, se tornou uma forma banalizada e exagerada na tentativa de se expor uma marca. São tantas as formas e tipos de ‘locais’ de inserção que confundem até mesmo nós publicitários, em seus conceitos e formatações.
Um exemplo disso é o merchandising dentro das novelas, filmes e programas, que antes eram discretos e até disfarçados, mas que agora chegam a mudar diálogos e cenas, para inserir a propaganda. Uma boa visualização disso é a prova do líder que ocorreu há alguns dias atrás no Big Brother Brasil, onde as margarinas Doriana, montaram um café da manhã gigante.
Outras formas de marketing é o Out of Home onde se expõe uma determinada mídia em lugares onde os consumidores não têm como escapar de vê-las, como telas com audiovisuais em elevadores, filas de banco, salas de espera, etc.
O bombardeio de informações, e de mensagens de compra está tão intenso que podemos acabar por bloquear esse recebimento e aceitação, pois para todo o lado em que se olha se vê algo diferente. A sociedade da informação poderá por acabar a ser a sociedade do desespero, onde dá-lhe criatividade dos publicitários e dá-lhe cérebro humano para absorver tanto apelo.

6.081 comentários

Grileiros OnLine

Notícias

     Já não nos bastavam os concorrentes diretos (agências) e os indiretos (free lancers, grileiros, gráficas, etc.), na nossas vidas, agora temos, também a invasão digital, que trás de outros locais, “prestadores de serviço”, que oferecem trabalhos tabelados para desenvolvimento de logomarcas, papelaria e criação de identidade visual.
     O mercado já se encontrava defasado e agora ainda está mais volátil. A infiltração de serviços terceirizados, a busca de preços, a velocidade com que as coisas devem ser produzidas e a sua geração de efeitos, tem cada vez se tornado mais insípida.
     Com isso se sobressai a pergunta, onde e como fica a qualidade de uma identidade bem desenvolvida, estudada e fundamentada em cima do que o cliente (empresa) é, e do que seu público-alvo deseja, para se identificar? Se com um simples clic ou uma busca no Google se encontra ‘n’ empresas que ofertam a R$ 199,00 o desenvolvimento da logomarca, e ainda por cima, ao ‘gosto do cliente’, e tudo produzido ao cúmulo de 5 dias. A adequação, a ânsia por se ter uma IMAGEM a zelar, que tenha força o suficiente em agüentar pelo menos 50 anos de mercado, ficam aonde?
      A sensação que fica é que os empresários somente se importam com: preço, prazo e resultado. Mas não podemos esquecer que nem sempre pagar barato, é sinônimo de que se terá resultado, bem pelo contrário. Como se confiar em algo feito em 5 dias, qual o estudo que se pode ter para desenvolver uma marca relativamente boa nesse curto prazo?
      Infelizmente a decadência da ética publicitária toma conta do mundo digital, e enfraquece a imagem das empresas, levando-as ao erro de não terem mais uma identidade e sim um ícone de visualização. A era digital está ai, mas porque não utilizá-la da maneira correta?

7.882 comentários

Nova Velha Língua Portuguesa

Notícias, Salada de Frutas

A nova reforma ortográfica na Língua Portuguesa está gerando controvérsias. Assinada pelo nosso presidente Inácio Lula da Silva, em 29 de Setembro de 2008, no Rio de Janeiro, ela visa algumas alterações um tanto interessantes na nossa língua. A intenção dessa reforma é a padronização com os demais países lusófonos, como nosso colonizador Portugal e suas colônias Trinidad e Tobago entre outras. Outro fator interessante, é que apesar das diversas diferenças (que iremos ver a seguir), é que apenas em torno de 0,5% de nossa ortografia será mudada, muito pouco, se comparado com toda a extensão de nossa Língua.

Não quero aqui “puxar o assado” para o lado positivo ou negativo, mas vou levantar algumas questões.

Positivo:

1. Integração da Língua com os países de colonização lusa;

2. Padronização dos termos jurídicos, o que facilitará os contratos internacionais;

3. Abertura de possibilidade da Língua Portuguesa ser oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), juntamente com a língua inglesa, espanhola, francesa, árabe, mandarim e a russa.

Negativo:

1. Estrutura para a padronização e atualização (tanto de professores, livros, etc.)

2. Se nossa base de ensino já é precária, como reensinar as crianças e adolescentes a reescrever?

3. De que adianta fazermos parte de uma Língua oficial e afim com outros países se grande parte de nossa população continua sem saber ao menos assinar o nome corretamente?

Em fim, fica em aberto os prós e contras da nova estrutura ortográfica que está em vigor. Somente espero que tenhamos o discernimento de conseguir por em prática mais uma coisa em nosso país, onde a falta de conhecimento e de oportunidade ainda fala mais alto.

Veja algumas atualizações:

HÍFEN
Não se usará mais:

1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r - ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”- como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”;

2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”;

TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.

ACENTO DIFERENCIAL

Não se usará mais para diferenciar:

1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição);

2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo);

3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”);

4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo);
5. “pêra” (substantivo - fruta), “péra” (substantivo arcaico - pedra) e “pera” (preposição arcaica);

ALFABETO

Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”

ACENTO CIRCUNFLEXO

Não se usará mais:

1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”;
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo”;

ACENTO AGUDO

Não se usará mais:

1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”;

2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos:

feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”;

3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue e arguem;

Fonte: Folha de São Paulo

8.754 comentários

Eu adoro briefing de publicitário!

Publicidade


Um briefing publicitário deve(ria) transmitir todas as informações pertinentes de um cliente aos criativos da agência. Estruturar as informações recebidas no atendimento de forma coerente, simples e concisa, mas que traga todos os dados essenciais para a criação das campanhas e peças publicitárias.

Alguns publicitários (principalmente “aquele pessoal da criação”), afirmam que isso é uma utopia, que o cliente pensa e vê as coisas como se fossem para ele e não para o seu consumidor. Outros alegam que o atendimento não sabe captar as informações necessárias, ou que “fuma um” antes de escrever o briefing, porque viaja em históricos e idéias nada pertinentes ao real trabalho.

Claro que por vezes o atendimento tem algumas dificuldades, como o cliente que não passa informações, ou não sabe exatamente o que a própria empresa está fazendo ali. E ainda, nem o próprio atendimento não sabe o que está fazendo…


Um exemplo disso se vê em algumas frases afirmadas por publicitários, designers e jornalistas:


Depoimento 1:

Trecho de um “briefing”:

Descrição: Material Institucional preferencialmente com fotos. Querem um layout de apresentação bem bonito (como se isso não fosse meio óbvio), pois o material é permanente (como assim?).

Entendimento do Designer sobre o referido briefing:

“Ainda bem que tem briefing. Porque eu já estava partindo para alguma coisa tipo “uma arte bem feia””

Agência: desconhecida (e espera-se que continue assim…)


Depoimento 2:

“O mau briefing não traz o que realmente o cliente deseja. Trazer as informações se torna uma tarefa fácil quando se tem um manual com perguntas pré-elaboradas. Porém, esta prática pode criar uma distorção entre objetivo/problema do cliente com determinado serviço ou produto. A pessoa que faz o briefing tem que conhecer todos os recursos da produção, do contrário o projeto emperra mais a frente”. Maiquel Rosauro, jornalista.


Em fim, nós que somos atendimento e planejamento, temos que pensar no cliente e na criação, conseguindo capturar as informações e as idéias primordiais, levando à agência o que realmente interessa sem se esquecer de dar o feedback para o cliente com o que realmente ele precisa.

Por isso eu adoro o briefing publicitário, ele pode variar do nível “redação do Enem” e/ou ser a essência da campanha, e salvar a vida de muita gente.

8.902 comentários