Televisão… quem te viu quem TV

Tecnologia

Alguns odiaram, alguns idolatraram, outros até nem acompanharam, mas qualquer ser vivo ligado em cultura pop sabe que Lost chegou ao fim.

De acordo com alguns jornalistas, Lost não foi apenas um programa de TV, Lost, na verdade, foi um programa que revolucionou a TV. A história dos sobreviventes de um desastre aéreo que caíram em uma ilha que mais parecia a mistura de Twilight Zone com livros do Stephen King, marcou o atual período de convergência midiática que vivemos hoje.

Até os anos 90, quem acompanhava Friends e Arquivo X, seguia suas séries de acordo com o horário determinado pela emissora. Mas, atualmente, quem acompanha um seriado não espera mais a TV transmitir, o fã do século XXI vai até ao mouse e faz o download de seu programa favorito para assistir a hora que achar mais conveniente. Resumo da ópera: se Maomé não vai à montanha, ele vai no torrent.

Foi graças aos downloads que Lost, uma série baseada em uma narrativa completamente não-linear (algo pouco explorado até então pela TV), repleta de mistérios e pistas, conseguiu envolver milhares de faz. Caso o indivíduo não viu o episódio tal, ele tinha (e tem à sua disposição) vários fóruns e links que debatem e fornecem downloads dos episódios. E mais: se o indivíduo que mora em um lugar isolado do mundo, tão distante que até o mapa mundi recusa sua existência, ele não precisa esperar Lost chegar em DVD ou ser transmitido na sua emissora local, basta esse suposto indivíduo ter uma boa conexão na internet e que ele irá assistir o episódio ao mesmo tempo (ou minutos depois) da transmissão nos EUA.

Por essas e outras, Lost – assim como outros programas da atualidade – mostraram que o atual método de medição de audiência deve ser revisto e que o controle remoto da TV compete com o mouse.

Aproveitando o assunto, confira esse vídeo-homenagem que mostra o que “aprendemos com Lost”. Quem acompanhou a série, talvez consiga achar uma graça, quem não acompanhou a série, mantenha uma considerável distância, pois esse vídeo é repleto de spoilers.

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O Novo Uno

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Uma das grandes sacadas da redação publicitária é atingir o público-alvo de forma criativa, utilizando frases que chamam a atenção através de algum joguinho de palavras esperto e bem elaborado.
De acordo com os teóricos, a linguagem não é algo estagnado em que cada palavra representa algo de uma vez por todas. Ela é uma atividade humana situada em determinada cultura e período histórico.

Baseado nesse contexto, o novo comercial do Uno voltou ao passado e resgatou aquela brincadeira infantil “Uni Duni Tê”.
Fazendo um jogo de linguagem, o que era Uni Duni Tê se transformou em “Novo Uno Duni Tê”.

Confira o Vídeo:

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Escreva o Futuro, não precisa ser uma narrativa linear

Comerciais, Notícias

Hoje é o primeiro dia da humanidade depois do fim do Lost, a série de TV produzida por J.J. Abrahams, que investiu pesado em uma narrativa não-linear que usou e abusou de flashbacks e flashforwards. Segundo alguns, tal recurso era apenas uma tentativa pretensiosa para dar um nó nos neurônios alheios, mas para outros, isso foi uma tentativa louvável de apresentar para o formato TV uma alternativa de narrativa menos convencional.

Lost falou a respeito de destino, livre-arbítrio e sobre como as pessoas escrevem o seu próprio futuro.
E é justamente baseado nesse conceito, que a Nike lançou um comercial sobre a Copa do Mundo.
Com o título de “Write The Future”, o vídeo mostra feras do porte de Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo e outros, que a cada lance de uma partida de futebol, fazem a “história acontecer”.

Esse vídeo que destaca os craques da bola foi dirigido pelo craque do cinema, o cineasta mexicano Alejando Iñarritu, diretor de “Babel” e “21 Gramas”.

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Curta-Metragem

Notícias, Salada de Frutas, Tecnologia

Foi só o James Cameron fazer barulho com seu Avatar para que os grandes estúdios cinematográficos decidissem aderir de uma vez por todas a essa febre dos blockbusters tridimensionais, vide “Alice do Tim Burton”, Fúria de Titãs” entre outros.
É óbvio que antes do Avatar já existiam filmes que utilizavam tais recursos, mas a mega produção de James Cameron deu um passo adiante. O fato é que atualmente alguns filmes, sejam eles longa ou curta-metragens, utilizam de forma magistral essa tecnologia. Um exemplo disso é o filme “Azureus Rising”, que eu encontrei no sedentário.

É um curta-metragem com uma linguagem simples, não possui uma trama bem desenvolvida, mas conta com uma montagem minimalista com efeitos em 3D e criaturas com detalhes devidamente estudados, justificando um possível desenvolvimento para uma futura franquia de cinema, games e outras mídias.

Confira o vídeo.

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Sem grandes poderes, sem responsabilidades

Notícias

A fascinação por HQs de super-heróis é evidente na nossa cultura pop, mas só há pouco tempo o cinema conseguiu realizar (quase sempre) homenagens decentes para esses personagens, vide o sucesso de franquias como Spider-Man, Hulk, Batman e companhia.

A sociedade sempre cultuou os seus heróis. Por exemplo, lá na Grécia Antiga, antes de Cristo e muito antes da Marvel, os gregos acreditavam que para o indivíduo se tornar um herói não precisava ser picado por uma aranha radiotativa ou ser testemunha do assassinato cruel dos próprios pais, para os antigos, o herói era algo entre os deuses e os homens, sendo, em geral filho de um deus e uma mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles), ou seja, era genético, lógico que não era igual aos X-Men, mas era genético e ao mesmo tempo, semi-divino.

Mas e quando o cara, mesmo que não venha de Krypton, mesmo possuindo consideráveis graus de miopia, mesmo sendo um exemplo de péssimo atleta, simplesmente decide ser herói porque acha isso legal. Essa é a premissa de Kick-Ass, a HQ escrita por Mark Millar e ilustrada por John Romita Jr., publicada em 2008 pela Marvel e que irá chegar aos cinemas esse ano, mas que graças a algo chamado internet, consegui assistir ontem.

Kick-Ass com certeza não será o filme do ano, mas a sua força está justamente em conseguir se comunicar com um público bem específico: a atual geração 2.0 que faz download de HQs, tira fotos em celular, discute Lost em blogs e etc…

Cada diálogo do filme faz referência às tecnologias do nosso cotidiano e está aí um dos segredos de identificação com o público, já que o Kick-Ass é um “super-herói” que conversa com seus fãs através do myspace.

A trama do filme mão possui grandes revoluções na narrativa, mas mistura humor e violência na medida certa. Sim, violência, já que o diretor Matthew Vaughn não poupa esforços nas cenas em que Hit Girl – uma heroína de 11 anos – reduz bandidos a meros pedaços de carne a base de chutes e golpes de espada.
Kick Ass, o filme que mostra um herói que provoca risos constrangedores e não temor em vilões, mostra o que poderia acontecer se alguém decidisse se tornar um vigilante mascarado. Essa premissa é clichê, mas felizmente, é um clichê usado ao seu favor.

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Simplesmente criatividade

Inovações, Notícias, Tecnologia

Eu sou daqueles caras que acreditam naquela máxima que diz: “geralmente as melhores ideias são as mais simples”.

Isso mesmo, eu acho que em várias situações as melhores respostas estão embaixo dos nossos olhos e a gente não repara. Isaac Newton, por exemplo, está aí para comprovar que foi só ele ver uma maçã cair de uma árvore para nascer a teoria gravitacional.

No mundo da publicidade não é diferente. Eu, particularmente, já perdi a conta de quantas vezes proferi a frase: “Como eu não pensei nisso antes?” diante de uma propaganda com uma sacada genial.
E como o assunto é ideia simples e criativa, eu achei no comunicadores essa embalagem para fones de ouvido. O nome do produto é “Noté” e foi desenvolvido pela designer Corinne Pant.

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Propaganda na teoria

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No último episódio do Big Bang Theory, o Sheldon (aquele personagem que em uma escala nerd de 1 a 10 certamente atinge nível 11) está se preparando para receber uma visita. Sheldon compra para a hóspede uma série de produtos, tais como absorventes, sabonetes aromáticos, meia-calça e inclusive um yogurte feito para regular o intestino das mulheres.

Em uma cena posterior, o nerd-mor do seriado pergunta para sua visita: “Elizabeth, posso te oferecer algo? Um produto de higiene feminina ou um yogurte regulador de intestino”. Ela aceita o tal Yogurte. Algumas cenas mais tarde, aparece consumindo o produto e depois diz que não foi ao banheiro, Sheldon interpreta como falha do produto e diz, indignado, que vai escrever ao fabricante.
Falando assim parece sem graça, mas só parece, pois a cena teve altas doses de ironia e o mais legal de tudo: foi uma forma inteligente de fazer comercial de um produto sem “jogar na cara” do consumidor a imagem desse produto.

O texto do programa, de forma implícita, deixou bem claro que o protagonista foi influenciado pelos comerciais do produto nos EUA, que aqui no Brasil são protagonizados pela atriz Patrícia Travassos.
O comercial do produto foi sutil, pertinente com o contexto do seriado e da cena. E então, será que aqui no Brasil, todas as vezes que um personagem afirmar que vai ao banco tem que aparecer o logotipo da referida instituição em primeiro plano? Será que o público brasileiro ficaria sintonizado se a mensagem fosse mais sutil?

Depende do programa e do público, pois já que novela das oitos é sinônimo de clichês com capítulos que levam meses só para dizer quem vai casar com quem, os anunciantes então inserem chamadas descaradas, só faltando fazer o personagem dizer: “compre esse produto”.
O grande acerto da Activia foi fazer o comercial certo no programa certo, já que o Big Bang Theory é voltado para um público que fica atento na ironia dos diálogos, é mais exigente quanto ao tipo de humor e é lógico, entende as referências à cultura pop que sempre aparecem nos roteiros.

Fonte: Cardoso

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A Missão Secreta

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Já ouvi falarem que a história da humanidade poderia ser dividida entre antes e depois do youtube, principalmente Em uma época como a atual, em que o marketing viral dá as caras, o youtube é uma ferramenta importantíssima, já que nele você pode ver cenas de filmes, shows, trailers, o seu vizinho bêbado e até ações de marketing de guerrilha.

Um exemplo recente é esse vídeo que eu encontrei no blogcitário, feito por um chinês e que já teve vários acessos. O vídeo mostra um androide terminator sem teto, sem dinheiro e pedindo auxílio para os seres humanos. A produção é relativamente simples e o que é importante, chama a atenção do público.

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Função Conativa

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Nos estudos de linguagem existe uma função conhecida pelos teóricos como função conativa ou apelativa. Esse tipo de linguagem é caracterizada por mensagens que desejam convencer o receptor através de alguma ordem, sugestão, convite ou apelo. Frases como: “Não faça isso” ou “Mantenha a cidade limpa” são exemplos desse tipo de função.

Posso afirmar que não é necessário pensar muito para concluir que a função conativa é largamente utilizada em textos publicitários. “Não perca essa promoção”, “Compre já” são apenas alguns exemplos disso.

No cinema não é diferente, pois no blog do sedentário encontrei um vídeo que mostra uma compilação que mostra um exemplo de linguagem conativa que é repetida muitas vezes. O vídeo mostra várias cenas de filmes de ação onde o famoso “saia daí” é dito como se fosse “bom dia”.
Veja se você reconhece algumas dessas cenas ou se não: “get out of there!”

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Lego Star Wars

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Se alguém não conhece ou nunca ouviu falar na saga Star Wars, então é porque veio de uma galáxia muito distante.

Mesmo quem não gosta de ficção científica e afins, conhece, nem que seja de relance, um pouco da saga do Darth Vader, Luke Skywalker e demais personagens.
Star Wars é a produção que, por bem ou por mal, ajudou a definir o atual conceito de filme blockbuster em Hollywood.

Por mais que críticos intelectualizados torçam o nariz para essa franquia milionária que, praticamente, não deixa o cineasta George Lucas morrer de fome, Star Wars virou um fenômeno da cultura pop que sobrevive até hoje, seja em camisetas, games e até nas frases de efeito proferidas por vários fãs espalhados pelo mundo.

Como todo fenômeno cultural, não é de se estranhar que várias paródias desse filme sejam realizadas. E já que a cada segundo algum vídeo no youtube é criado, não é de se estranhar que pelo menos um não seja referência ao universo dos guerreiros jedi.

O mais recente dessa leva é um montagem feita em stop motion com peças de lego. O interessante desse vídeo é que ele narra os antigos episódios da trilogia (na minha opinião, os melhores) em ínfimos dois minutos, ou seja, rápido e objetivo, exatamente como exige a moderna linguagem “internética”.

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