Já não nos bastavam os concorrentes diretos (agências) e os indiretos (free lancers, grileiros, gráficas, etc.), na nossas vidas, agora temos, também a invasão digital, que trás de outros locais, “prestadores de serviço”, que oferecem trabalhos tabelados para desenvolvimento de logomarcas, papelaria e criação de identidade visual.
O mercado já se encontrava defasado e agora ainda está mais volátil. A infiltração de serviços terceirizados, a busca de preços, a velocidade com que as coisas devem ser produzidas e a sua geração de efeitos, tem cada vez se tornado mais insípida.
Com isso se sobressai a pergunta, onde e como fica a qualidade de uma identidade bem desenvolvida, estudada e fundamentada em cima do que o cliente (empresa) é, e do que seu público-alvo deseja, para se identificar? Se com um simples clic ou uma busca no Google se encontra ‘n’ empresas que ofertam a R$ 199,00 o desenvolvimento da logomarca, e ainda por cima, ao ‘gosto do cliente’, e tudo produzido ao cúmulo de 5 dias. A adequação, a ânsia por se ter uma IMAGEM a zelar, que tenha força o suficiente em agüentar pelo menos 50 anos de mercado, ficam aonde?
A sensação que fica é que os empresários somente se importam com: preço, prazo e resultado. Mas não podemos esquecer que nem sempre pagar barato, é sinônimo de que se terá resultado, bem pelo contrário. Como se confiar em algo feito em 5 dias, qual o estudo que se pode ter para desenvolver uma marca relativamente boa nesse curto prazo?
Infelizmente a decadência da ética publicitária toma conta do mundo digital, e enfraquece a imagem das empresas, levando-as ao erro de não terem mais uma identidade e sim um ícone de visualização. A era digital está ai, mas porque não utilizá-la da maneira correta?