Achei interessante postar isso aqui, a INFO noticiou (você pode ler na íntegra clicando aqui) uma pesquisa conduzida pelo Ibope na Campus Party, e vou destacar e comentar aqui dois trechos da notícia:
“Quando analisou os hábitos de consumo destes usuários, 46% disseram que não compram produtos sem antes trocar opiniões com outros consumidores em fóruns pela web.”
“Um número um pouco menor (40%) dizem que vão ao site do fabricante ler especificações dos produtos antes de tomar a decisão de compra.”
Claro que na Campus Party, os usuários são mais ligados em tecnologia, acima de usuários ditos “normais”, porém isso já mostra uma tendência para o futuro. Outra coisa importante à frisar é o mercado aberto por este tipo de usuário, imagine quantas empresas que investiram em tecnologia e que estão ganhando agora se aproveitando deste nicho.
O bom de assuntos que nem esse, é que todos “sabem” que devem investir, mas muitos vão deixando, achando que a internet não amadureceu o suficiente, porém quando acharem que é o momento certo, esse momento já terá passado à muito tempo.
Já não nos bastavam os concorrentes diretos (agências) e os indiretos (free lancers, grileiros, gráficas, etc.), na nossas vidas, agora temos, também a invasão digital, que trás de outros locais, “prestadores de serviço”, que oferecem trabalhos tabelados para desenvolvimento de logomarcas, papelaria e criação de identidade visual.
O mercado já se encontrava defasado e agora ainda está mais volátil. A infiltração de serviços terceirizados, a busca de preços, a velocidade com que as coisas devem ser produzidas e a sua geração de efeitos, tem cada vez se tornado mais insípida.
Com isso se sobressai a pergunta, onde e como fica a qualidade de uma identidade bem desenvolvida, estudada e fundamentada em cima do que o cliente (empresa) é, e do que seu público-alvo deseja, para se identificar? Se com um simples clic ou uma busca no Google se encontra ‘n’ empresas que ofertam a R$ 199,00 o desenvolvimento da logomarca, e ainda por cima, ao ‘gosto do cliente’, e tudo produzido ao cúmulo de 5 dias. A adequação, a ânsia por se ter uma IMAGEM a zelar, que tenha força o suficiente em agüentar pelo menos 50 anos de mercado, ficam aonde?
A sensação que fica é que os empresários somente se importam com: preço, prazo e resultado. Mas não podemos esquecer que nem sempre pagar barato, é sinônimo de que se terá resultado, bem pelo contrário. Como se confiar em algo feito em 5 dias, qual o estudo que se pode ter para desenvolver uma marca relativamente boa nesse curto prazo?
Infelizmente a decadência da ética publicitária toma conta do mundo digital, e enfraquece a imagem das empresas, levando-as ao erro de não terem mais uma identidade e sim um ícone de visualização. A era digital está ai, mas porque não utilizá-la da maneira correta?
Porém mesmo com os corretores acima, ainda não é possível escrever corretamente, visto que ambos (e até agora os melhores) ainda possuem problemas em palavras com hífen e palavras de origem indígena, e como a regra não está clara, vamos esperar o dicionário oficial.
Ta, cansei, é impossível que não tenha este tipo de informação na internet, mesmo assim vou escrever sobre isso, cansei de ver gente sendo enganada e se achando o máximo por algo que na verdade não faz diferença nenhuma.
As fabricantes de câmeras digitais, e também as lojas, precisavam de algo não técnico para incentivar o consumidor a trocar de produtos em um pouco espaço de tempo. Como conseguir isso? Fácil. Da mesma forma que muitos outros produtos são vendidos, enganando o consumidor leigo. No mundo das câmeras, inventaram o megapixel, como um número que fosse relativo à qualidade, porém mentira.
O único parâmetro para qual o megapixel serve é para impressão da imagem em papel, o único, grave isso na sua mente para sempre e nunca mais acredite em alguém que diga que melhora a qualidade da imagem. A qualidade da imagem é dada pela lente e estrutura interna da câmera e não pelos megapixels.
Por exemplo, uma câmera de 4 megapixels, tira fotos em uma resolução de 2240×1680 pixels nisso você faz um calculo simples (ta, não tão simples assim), divide por 300 DPI (Pontos por polegada) cada um dos números, e tem o tamanho em polegadas, depois converte para centímetros multiplicando por 2,54 e você terá o tamanho de impressão máxima, exemplo:
2240/300 = 7,46 polegadas x 2,54 = 18,94cm
1680/300 = 5,6 polegadas x 2,54 = 14,22cm
Você pode então fazer uma foto em papel de 14×18cm, sem perder a qualidade.
Aí você se fala: “ta mas não quero as fotos em papel, quero vê-las na minha tv”. Acima eu falei em resolução de 2240×1680, o que é MUITO, agora procure uma TV com essa resolução. Eu achei uma bem interessante, uma Sony Bravia Full HD de 52″ que custa mais de 8 mil Reais e a resolução da “coitada” é de 1920×1080, ou seja, sua foto ainda aguenta telas maiores, então a não ser que você tenha um telão em casa, 4 megapixels da e sobra para qualquer coisa que queira fazer.
Outra coisa ruim dos megapixels, é que cada vez maior, mais resolução, e também mais espaço ocupado por foto, aí que entra a segunda mentira comercial, o tamanho da memória da câmera, o tamanho da capacidade de memória normalmente vai ter que ser proporcional aos megapixel, aí você vê a oferta de câmeras de 12 megapixel com cartão de memória de 4GB e paga o olho da cara por isso, sendo que não era necessário.
Panasonic Lumix
Agora com tudo isso você se pergunta o que define a qualidade da imagem, vou explicar isso meio que por cima, pois é muita coisa e muito técnico. Primeiramente além de uma lente de boa qualidade (Carl Zeiss, Leica, Schneider Kreuznach, entres outras), também tem o tipo de sensor e o seu tamanho.
O tamanho do sensor é tão importante, que quanto maior o megapixel, maior tem que ser o sensor, pois maior tem que ser a capacidade de captar luz. A lógica é simples, você quer captar uma resolução alta, ou seja, muita quantidade de luz, se o sensor não for grande, a luz vai entrar em menor quantidade, gerando imagens com ruídos e pixeladas. E o pior é que você pensa que o problema das imagens saírem feias é a falta de megapixels, mas é o contrário, é o excesso deles. E também por isso câmeras compactas são piores que outras maiores, pois o sensor, obviamente é compacto e menor.
Existem 3 tipos de sensores fotográficos atualmente, vou citá-los se alguém quiser ler sobre eles, eles são o CMOS, o CCD e o Foveon.
Se você chegou aqui, e se perguntou como escolher uma câmera agora, é simples, procure por boas marcas como Canon, Sony (cuidado, existem câmeras falsas dessa empresa), Panasonic (as melhores digitais são deles), Nikon, Kodak, Olympus, além disso que contenham boas lentes como as que citei e fuja de anúncios que só falam de megapixels e tamanho do cartão de memória.
=]
PS: se alguém achar algum erro de cálculo nas fórmulas favor avisar.
No post anterior, comecei explicando brevemente sobre o que seriam mídias sociais, agora como prometido (demoro mas saiu) vou detalhar algumas delas, infelizmente como são várias vou ter que dividir em vários posts , fazer o que. Bom, sem mais delongas:
Olha por quem vamos começar =] Se quiser pular tem tempo, porém agora eu aticei sua curiosidade e você vai ler mesmo assim. (na verdade eu não leria =])
Esse cara chamado orkut, de longe não é a melhor ferramenta, porém é famosa e muito utilizada
Exemplo de Comunidade
principalmente no país da hipocrisia, digo, no Brasil. Após a inclusão digital que levou miguxos qui ixcrevem axim e semi-analfabetos que tem sempre ’sertesa do que fala’ ao serviço do google (quero deixar claro que não tenho nada contra eles, desde que não visitem meu perfil e me mandem recados) fazendo com que muita (mas muita mesmo, é incrível) porcaria fosse solta nos perfis e comunidades, até gerando um site(entre vários outros esse é apenas um) chamado Pérolas do Orkut (que todos conhecem, eu nem vou linkar) onde pessoas riem das bobagens alheias.
Felizmente ainda existe uma parte séria, onde pessoas conversam de forma decente e trocam idéias racionais, é nessas comunidades que se deve concentrar o foco. Mas eu não vou me concentrar muito no orkut, além de boas pesquisas sobre suas marcas ou serviços e ter uma comunidade para interação com funcionários, não creio que se possa tirar proveito utilizando-o para integração com clientes, no máximo colher a opinião em massa, porém se relacionar e fazer promoções já fica complicado. Outro ponto contra, é que o google já abandonou à ferramenta aos 4 ventos, digo, passou sua administração para a filial em Belo Horizonte, então não podemos esperar que o site continue inovando, e logo novas ferramentas tomarão seu lugar (tomara.).
Hoje a maior rede de relacionamentos do mundo, conta com um sistema de aplicativos sensacional, que deixa os do orkut comendo poeira (mas muita poeira). Existe um sistema de status para informar onde você se encontra no momento, com envio automático para celular para quem quiser receber suas atualizações e um mural para seus amigos lhe deixarem recados curtos (140 caracteres) e rápidos onde você também recebe por celular (uma versão melhorada dos recados do orkut, pois o foco é receber no celular, como chat e não spam).
A Citruz no Facebook.
Outra coisa que chama atenção é o marketplace, onde as pessoas podem inserir classificados dentro de categorias de produtos à venda ou de ofertas de emprego por exemplo, isso tudo utilizando o ser perfil do Facebook. Isso sim permite uma integração empresa/pessoas/clientes com muito mais possibilidades que o Orkut, infelizmente no Brasil esta rede ainda não é muito usada.
O grande concorrente do Facebook, o site permite que nos perfis sejam possíveis além de galerias de fotos, vídeos e também o envio apenas de áudio. Por exemplo, você tem uma banda e pode colocar o som lá para todos ouvirem e quando quiserem. Também é possível ainda customizar completamente o perfil alterando cores, fundos e posição dos objetos. Além disso a dona é nada mais nada menos que a News Corporation, dona também da FOX e de centenas de jornais e revistas pelo mundo, inclusive por isso alguns artistas possuem canais oficiais dentro do MySpace para lançar seus clipes, músicas ou shows totalmente exclusivo para seus usuários.
Perfil Oficial dos Red Hot Chili Peppers
Porém há um problema nisso tudo, permitir customização demasiada criou no site uma mistura que acabou sendo prejudicial e acabou afastando muitos usuários em direção ao Facebook. Quando um usuário troca de páginas e nesta recarrega tudo novamente em locais diferentes qualquer um se perde, fora os vídeos e sons simultâneos que são carregados e auto se reproduzem ao mesmo tempo, causando uma grave poluição visual e sonora. Isso claro não acontece em perfis oficiais, mas acontece em perfis daquele mesmo seu amigo chato que te manda pelo Orkut desenhos piscantes sobre um assunto ridículo com um pseudo link para o filme pornô da Angelina Jolie.
Concluindo, o MySpace, mais pela bagunça do que pelos recursos, vem perdendo espaço para o facebook, vamos ver como fica a guerra entre eles.
Uma rede de relacionamentos bem diferente do que conhecemos, ela é mais utilizada para negócios. Ela possui ferramentas ótimas para a integração empresa-empresa e entre empregados-empregadores, gostaria
Página interna do Linkedin.
muito que fosse utilizada no Brasil. O principal motivo do site existir é para você manter uma rede de pessoas em que você confia dentro de outras empresas, são seus contatos confiáveis, seus fornecedores ou parceiros, enfim há muitas possibilidades. Outra possibilidade é descobrir vagas de emprego, ou fazer seleção pelo site, através de indicação de contatos. Ferramentas assim ainda não fizeram um sucesso absoluto, mas é uma possibilidade real e uma tendência daqui pra frente. O Linkedin, acredita-se que já possua mais de 30 milhões de usuários pelo mundo.
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Era isso, e nos próximos posts, mais coisas(ferramentas multimídia e de conteúdo), mas aguardem sentados senão cansa. =]
A nova reforma ortográfica na Língua Portuguesa está gerando controvérsias. Assinada pelo nosso presidente Inácio Lula da Silva, em 29 de Setembro de 2008, no Rio de Janeiro, ela visa algumas alterações um tanto interessantes na nossa língua. A intenção dessa reforma é a padronização com os demais países lusófonos, como nosso colonizador Portugal e suas colônias Trinidad e Tobago entre outras. Outro fator interessante, é que apesar das diversas diferenças (que iremos ver a seguir), é que apenas em torno de 0,5% de nossa ortografia será mudada, muito pouco, se comparado com toda a extensão de nossa Língua.
Não quero aqui “puxar o assado” para o lado positivo ou negativo, mas vou levantar algumas questões.
Positivo:
1. Integração da Língua com os países de colonização lusa;
2. Padronização dos termos jurídicos, o que facilitará os contratos internacionais;
3. Abertura de possibilidade da Língua Portuguesa ser oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), juntamente com a língua inglesa, espanhola, francesa, árabe, mandarim e a russa.
Negativo:
1. Estrutura para a padronização e atualização (tanto de professores, livros, etc.)
2. Se nossa base de ensino já é precária, como reensinar as crianças e adolescentes a reescrever?
3. De que adianta fazermos parte de uma Língua oficial e afim com outros países se grande parte de nossa população continua sem saber ao menos assinar o nome corretamente?
Em fim, fica em aberto os prós e contras da nova estrutura ortográfica que está em vigor. Somente espero que tenhamos o discernimento de conseguir por em prática mais uma coisa em nosso país, onde a falta de conhecimento e de oportunidade ainda fala mais alto.
Veja algumas atualizações:
HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r - ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”- como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”;
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”;
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição);
2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo);
3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”);
4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo);
5. “pêra” (substantivo - fruta), “péra” (substantivo arcaico - pedra) e “pera” (preposição arcaica);
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”;
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo”;
ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”;
2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos:
feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”;
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue e arguem;
Com a popularização, incentivos dos governos e aumento da utilização de softwares livres, faz com surja algumas alternativas tecnológicas suficientemente capazes de superar soluções proprietárias. O principal fato que ostenta a afirmação anterior é que a diferença entre software livre e proprietário é que o proprietário é desenvolvido por empresas, obviamente estas empresas cobram a licença de uso de seus softwares produzidos, já o software livre é desenvolvido pela própria comunidade e possui a licença de seus softwares sem nenhum custo(geralmente). Bom… mas o que isto tem haver em superar soluções proprietárias? Esta colocação apresenta duas facetas: a do lado proprietário o argumento de defesa é que como existem empresas por trás de tais sistemas, apresentam um compromisso em fazer com que os mesmos funcionem por terem que atender as necessidades de seus clientes, pelo lado livre é que como é desenvolvido pela comunidade, assim podendo envolver mais pessoas no processo de desenvolvimento de tais tecnologia e assim produzir algo melhor.
Claro que neste contexto surgem comunidades que não vingam(o que acontece muito), assim como existem empresas que acabam falindo(o que também acontece muito). O ponto que desejo chegar é quando estas comunidades dão certo! Então você tem pessoas pelo mundo todo ajudando a desenvolver o software desejado, como é o caso do Firefox, distribuições Linux, OpenOffice, entre outros… Nos últimos anos estas comunidades cresceram… cresceram muito ao ponto de disponibilizarem correções e melhorias quase que diariamente para estes sistemas. Estas mesmas comunidades poderão crescer ainda mais, isto só dependerá de nós usuários.
Em grandes empresas, hoje a utilização de softwares livres é sinônimo de corte de custos, para nós profissionais de tecnologia é sinônimo de oportunidades, pois a utilização de softwares livres pode implicar em adaptá-los as necessidades dessas empresas e ai que entramos para fazer com que estes recursos funcionem. Seus códigos são abertos, aquilo que não gostamos ou queremos melhorar fica completamente a nosso critério, dependendo exclusivamente do nosso conhecimento para concretizá-los. A utilização de software livre em massa gera um ciclo que beneficia a todos, pois com software livre você não gasta seu tempo e dinheiro com a ferramenta em si, mas sim em pessoas mais capacitadas tecnicamente, fazendo com elas melhorem seus processos e com que elas busquem e se aprimorem ainda mais constantemente.
Então vamos ao ponto X deste artigo, que é uma questão que para muitos ainda é difícil ou até mesmo enigmática, a questão é: Como ser livre? Como não depender do nosso digníssimo Windows? Como fazer com que eu consiga fazer tudo que eu faço usando Windows em outra plataforma?
Estas questões serão resolvidas logo adiante, porém antes de começar, gostaria de deixar bem claro que não tenho algo contra windows, até porque utilizo alguns softwares presos a esta plataforma, o fato é que depois que consegui fazer com que tudo aquilo que necessito rodar em plataformas livres, sou um usuário mais feliz, satisfeito e tranqüilo em utilizar meu sistema sem ter receios em pegar vírus ou ter problemas com estabilidade dos meus processos.
Já experimentei utilizar várias distribuições Linux, entre elas Suse, Ubuntu e outras baseadas em Debian, Conectiva, etc… Das distribuições que surgiram e a que mais vingou foi a Red Hat, que definitivamente despontou em soluções para servidores. Infelizmente a distribuição cresceu tanto que empresas começaram a utilizá-lo cada vez mais e assim necessitaram de um suporte ainda maior, logo se tornou um negócio altamente lucrativo, fazendo com a Red Hat cobrasse por sua licença, mas não a licença de uso do software, mas sim um pacote de suporte pesado integrado a utilização do mesmo, diferentemente da Microssoft, este é realmente um suporte eficiente, pois se o sistema operacional não possuir tais recursos que desejares e a distribuição não tiver como sanar, poderá solicitar para que a Red Hat desenvolva para você. Dai então surgiu o Red Hat Enterprise(pago) e a última versão livre é o Red Hat 9. Paralelo a versão enterprise existe um projeto completamente livre que baseia-se em Red Hat que é o Fedora. Também não tenho nada contra as outras distribuições mas quando migrei das minhas outras tentativas para algo baseado em Red Hat foi como sair de um Fusca e entrar em uma Ferrari. A Oracle, IBM, DELL entre outros recomendam Red Hat para disponibilizarem seus serviços, profissionais com certificações Red Hat são mais requisitados no mercado, então… Por que não investir na utilização de distribuições baseadas nesta plataforma?
Trabalhei em uma empresa aérea que suas estações eram inteiramente SUSE e após conseguirmos convencer o nosso gerente de TI que o Fedora era uma alternativa melhor, nossos problemas com suporte quase que diminuíram em 100%.
Alguns leigos afirmarem que o Fedora é mais lento que distribuições baseadas em Debian(ubuntu&cia), bom… isso em partes é verdade, pois se colocássemos todas as questões de segurança envolvida no Fedora nestas outras distribuições, certamente elas cairiam por terra para alcançar a mesma agilidade dos processos, na informática geralmente mais segurança é inversamente proporcional a mais performance, devido ao fato de mais instruções de conferência ou mais filtros a serem executados, consumindo assim mais recursos de hardware. O Fedora pode ficar tão leve quanto estas outras distribuições e de maneira segura se cortarmos alguns serviços e aplicativos que não necessitamos. Atualmente uma licença de windows vista custa em torno de R$ 650,00, então pegue metade deste valor e invista em hardware… mais memória ou processamento para sua máquina, além de ter um SO melhor, ainda terá mais desempenho.
Abra o terminal (tela de comando), digite: su – (informe sua senha de root)
Depois digite o seguinte: yum install NOMEDOPROGRAMA
Este comando faz com que o fedora busque nos repositórios, baixe e instale automaticamente o programa que deseja.
Usuário -> Como obter os devidos repositórios para que tudo funcione no fedora 10?
Bueno… conforme visto no site Viva o linux temos a colocação abaixo:
A partir da versão 10 do Fedora os repositóriosLivna, Atrpms e outros estão sendo fundidos numa espécie de repositório chamado RPMFUSION. Para usá-los basta você instalar o rpmfunsion no seu Fedora 10.
Simplesmente execute o seguinte comando(pode copiar e colar no seu terminal): rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm && rpm -ivh http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm
Usuário -> Quais programas eu posso assistir vídeos, escutar música, MSN, gravar cd/DVD, ouvir MP3, etc???
Como alternativa ao office da microssoft, exite o openoffice, o que a pouco tempo atrás era eternamente mais lento e com menos recursos, mas nas últimas versões e tenho usado, ele está excelente, produzi até meu trabalho final de graduação usando ele e não tive problema algum, bem pelo contrário, me acertei mais com essa versão 3.0 do OpenOffice do que o office 2007.
Mas se mesmo assim deseja usar office 2007 no Linux não tem problema.
Usuário -> Mas como assim? Não tem problema? Isso é possível?
Sim, isto é completamente possível! Não só o office 2007 como vários programas windows altamente requisitados como photoshop, dreamweaver, flash, etc… rodam de maneira emulada no Linux
Usuário -> Mas roda bem?
Sim, roda bem e em muitos casos de maneira estável… Alguns mais rápido do que no próprio windows.
Usuário -> Então como fazê-los rodar?
Uso dois sistemas em conjunto, o primeiro é o próprio emulador de programas windows padrão do Linux, o famoso Wine.
Instale em seu fedora tudo o que existe do wine: yum install *wine*
Como isso você já poderá instalar muitos programas windows, como dreamweaver 8, flash 8, fireworks, etc…
Clicando com o botão direito nos instaladores windows você terá a seguinte opção: Abrir com “Carregador de Aplicativos Wine”, clicando nesta opção o aplicativo será executado como se fosse no windows.
Infelizmente nem tudo que reluz é ouro… existem aplicativos que necessitam de mais dependências do próprio windows para rodar, como é o caso do office 2007 e outros. Para contornar este problema existe um gerenciador de emulação mais avançado chamado crossover que nos possibilita instalar tais aplicativos, o mesmo executa o download destas dependências e instala os programas que desejamos, com ele fazemos até mesmo o próprio IECA rodar no Linux. Você pode baixá-lo via torrent pelo link: http://thepiratebay.org/torrent/4342284/Crossover_Pro_7.0.2_Linux
Diferente das outras distribuições o Fedora 10 possui um boot gráfico animado muito legal, para habilitá-lo a dica é adicionar o parâmetro “vga=0×318″ no final da linha “kernel /vmlinuz…” no arquivo presente em /boot/grub/menu.lst
Tempos atrás também diziam que a interface gráfica do Linux era muito lenta e que isso fazia com que a plataforma fosse inadequada para uso doméstico. Concordo que ainda hoje Linux exige mais conhecimento para que possa ser utilizado, até porque ainda as pessoas nascem no mundo da informática mexendo com windows, mas se seu começo e um certo período de uso maior for com Linux, certamente a questão de usabilidade poderia ser sanada. Quanto a interface mais lenta isso já deixou de ser uma verdade faz tempo, hoje existem dois grandes tipos gerenciadores de interface no Linux o Gnome e o KDE(existem vários outros mas estes são os principais). Inicialmente comecei com KDE, por aparentemente ser mais amigável, mas depois no departamento de TI da JMT nos indagamos… Por que o Fedora usa por padrão o Gnome? Dai começamos a usar Gnome e sentimos maior agilidade nas janelas e execução da própria a interface, com uso a longo prazo chegamos a conclusão definitiva que o Gnome além de ser mais rápido e poderoso, também pode ser mais atraente, podendo mudar bordas de janelas, engines da interface, temas, icones, etc… Para isso existe o site Gnome look onde você pode baixar tudo gratuitamente ao que agradar o seu gosto.
Mas isso não bastou para que o Linux literalmente desse um “xeque-mate” em termos de interface, a comunidade de desenvolvedores trabalharam arduamente em cima de recursos desktop em 3d, começando a explodir com o famoso Beryl e hoje seu sucessor Compiz Fusion. Estes gerenciadores de interfaces chutaram o balde de vez, se você tem um placa aceleradora 3d acima de 128 mega ou superior, melhor ainda se tiver um desses modelos recentes da GeForce, meu amigo, você poderá fazer “chover pra cima” em sua máquina, fazer algo que no windows não existe como com tais quantidades de efeitos em conjunto. Uma pequena demonstração abaixo do compiz fusion rodando no fedora 10:
Para quem deve imaginar isto é pesado, está redondamente enganado . Vejam isto rodando em um P3 de 800 mhz, 128 de ram e 32 mb de vídeo.
Se por uma casualidade você for um empresário lendo este assunto e desejares implantar tais tecnologias em sua empresa pode contatar o departamento de TI da Citruz comunicação.
Espero que este artigo sirva de ajuda ou esclarecimento a alguém, um abraço a todos!
Esse é o nosso blog. O blog da Citruz. O blog no qual o pessoal que mantém essa empresa de frutinhas (haha!) vai expressar seus talentos e escrever nossas novidades, tanto de nossos clientes como também sobre tudo aquilo em que trabalhamos. O blog onde você pode deixar sua opinião, dizer tudo o que acha de nós, pode até xingar, mas seja elegante. Mais um blog para o mundo, porém não um blog como todos os outros. Um blog onde você que está lendo isso (e já deve estar ficando cansado, pode respirar um pouquinho.) é essencial para nos ajudar a completar nosso grande objetivo, ser a melhor agência do interior do Rio Grande do Sul. =]